terça-feira, 27 de outubro de 2009


É, fiquei um bocado sem escrever por aqui, mas é que eu nunca pensei que esse negócio de RE-começar é uma coisa que exige tanto da gente.O importante é que as questões que envolvem o pós-câncer estão quase todas organizadas.

Acho que a partir de agora vou usar essas marcas que o tratamento me deixou de um modo mais positivo.Porque tudo o que eu passei foi um grande aprendizado, por incrível que pareça.

Vida retomada, estudos, bom...quase lá pode-se dizer, peso, hmm, mais um pouco de academia e minhas calças voltam a entrar em mim, e as outras nóias sumiram assim, de repente.O melhor de tudo é que eu to amando tanto meu cabelo! (:

Assim vou levando...!


Novembro vou fazer uma nova tomografia pra ver se as coisas estão em ordem, e vão estar!



terça-feira, 22 de setembro de 2009

Oi cabelo...


E lá vai ele voltando a povoar a minha cabeça...
Não sei quanto ao cabelo dos outros mas o meu continua lisinho e fino, parecido com o de bebê.E por incrível que pareça continuo me adorando quando olho no epelho!Quem diria que iria gostar de ter um cabelo tão curto?
Agora sim posso chamar a minha vida de normal.As "noias" da minha cabeça sumiram todas do dia para a noite, acho que caiu a ficha de que a vida realmente continua! (:
Descoberta da semana: a comida finalmente tem sabor agora! Depois de 6 meses comendo papel entendo porque as coisas estão com um gostinho a mais!
beijo

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Consulta n° 3 pós-Linfoma



Hoje foi um dia muito esperado por mim: Consulta com o meu médico, pra ver se está tudo em ordem nesse corpinho.Três meses já se passaram desde o diagnóstico de cura, mas não consigo evitar de sentir um ansiedade por ouvir o médico dizer que eu continuo bem, e o friozinho no estômago ainda está lá enquando meus olhos correm rápidos pelo meu exame de sangue.Sei que estou bem, escuto isso de todos os meus amigos, mas o médico dizendo de me dá uma certeza maior, uma segurança que vai durar até o próximo exame.





Perguntei quando iria fazer a próxima tomografia, e ele disse que só em dezembro.Não sei quanto as pessoas que já passaram por essa doença, mas a insgurança é um sentimento que sempre está rondando.A conclusão de hoje foi que a doença pode nos tirar algumas coisas, ou mudar, mas sim, ela nos trás uma experiência de vida muito maior.E essa experiência é a coisa mais sua que vai existir, ninguém vai poder entender completamente o que foi passar por tudo isso.Hoje me olho no espelho e começo a me reconhecer aos poquinhos, já não estou completamente careca e máscara? Só se for pra gripe suína.

Auge da semana: Fui no Hopi-Hari na Hora do Terror, e encontrei um palhaço macabro bem fofo que me perguntou: - Esse cabelo aí é moda, piolho ou doença? e eu disse: Doença.
Ele: - Leucemia?
Eu: - Linfoma
ele: - Eu tive leucemia quando era criança.Eu te entendo, você é uma pessoa muio forte.


O mundo está cheio de pessoas fortes.





sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Uma Prova de Amor

Um filme lindo que mostra várias visões do câncer e de quem convive com ele...

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

20 anos de Bárbara (:


Hoje completo 20 anos! (:

Olhei para uma foto minha com 5 anos de idade, quando eu pensava que pessoas de 20 anos eram velhas...hahaha,e veja só, cá estou eu velhíssima!Mas pra falar a verdade não mudei muito, continuo com pouco cabelo e a mesma cara!

Além do mais, esse ano se torna mais especial do que os outros porque mais do que nunca marca uma nova fase na minha vida, um recomeço,sentindo medo, felicidade e tristeza de um jeito que nunca mais será o mesmo.
E taí, apesar de mais dificil, é hora de lutar com mais força ainda do que quando eu estava com a doença.O que mais quero que desejem pra mim esse ano é muita saúde!


VOCAÇÃO PARA A FELICIDADE - Carlos Drumond de Andrade


Não escreverei versos chorosos cantando tristezas infinitas, amores impossíveis, saudades dolorosas, paixões trágicas e não correspondidas.Tenho a vocação para a felicidade.Ser feliz não me traz sentimento de culpa. Não preciso da tristeza para justificar a inutilidade da vida. Não preciso morrer e ir ao céu para encontrar a felicidade.Quero-a e tenho-a neste espaço terreno do aqui e do agora.A felicidade, tal e qual, o amor, está dentro de mim, e transborda em ternuras, em melodias, em carinhos, em alegrias, em cantos e encantos.Sou feliz e não preciso me justificar.Sorrio sem ver passarinho verde. Não tenho medo de ser feliz .Faço minha estrela brilhar sem receio dos encontros, desencontros, encantos e desencantos que o amor me diz.Contrariedades? Eu as tenho! E quem não as tem na vida secular?Escassez de dinheiro? Nem é bom falar.Amores não correspondidos? Separações? Rejeições? Saudades incuráveis? Carinhos reprimidos, ternuras guardadas, sem a contra parte do outro?Eu tenho aos montões. Sou o rei das perdas necessárias ao meu crescimento.Contudo quem não soube a sombra não sabe a luz.E num livro de matemática existencial juntei todos esses problemas insolúveis, com as respostas nas últimas páginas.Mas pra que me debruçar sobre eles, procurando a solução se a própria vida me conduz a resposta final?Sem medo de ser feliz, vou por aqui e por ali... Por onde os caminhos, as trilhas, os atalhos me levarem, traçando meu rumo. Às vezes com alguma tristeza. Mas quem disse que felicidade é o contrário de tristeza?Tristeza é só uma momentânea falta de alegria!É, amigo, amanhã é sempre um novo dia, e quando a infelicidade passar por aqui, minhas malas estarão prontas para eu ir por ali.

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

O câncer pode trazer muitas coisas, como uma visão de mundo melhor, uma luta por querer viver, porém também traz consequências.O post feito pela Regynynha (reghynynha.blogspot.com) descreve exatamente o que nós sentimos após a nossa vitória.Estou repassando o texto pois ele diz exatamente o que eu estou sentindo neste momento, lembrando que os créditos por ter feito uma descrição tão boa é dela.


O enfrentamento da doença é tão torturante que a vitória acaba ganhando a maior parte da atenção. Mas, mesmo depois de vencer o câncer, a gente continua precisando de cuidados especiais, física e emocionalmente.
Vencer a doença e voltar imediatamente à ativa, no entanto, está longe de ser real. Isso acontece aos poucos , isso porque o sofrimento não vem apenas da doença em si, mas dos próprios tratamentos, normalmente marcados pelos efeitos colaterais. É visivel as sequelas emocionais e mudanças no estilo de viver da gente e da família.
A recuperação total dos efeitos da quimioterapia e radioterapia, por exemplo, leva de três a seis meses, segundo oncologistas. Já a imunidade é normalizada após cerca de um mês livre de quimioterapia ou radioterapia (desde que não haja complicações, como a neutropenia ou queda dos glóbulos brancos. Os exercícios físicos são de grande ajuda nesta fase, porque garantem disposição extra. Só precisam ser leves e feitos sob supervisão.
A ajuda psicológica também é útil no tratamento, no diagnóstico e no fim, reduzindo a depressão, a ansiedade e o que chama de transtorno de ajustamento (quando uma mudança muito violenta dificulta a interação social) .
Esse acompanhamento também dá força aos pacientes que temem, a qualquer momento, a volta da doença.
As visitas ao médicos acontecem a cada três meses no primeiro ano após o fim da doença, diminuindo para intervalos semestrais do segundo ao quinto ano. E, se estiver tudo bem, basta uma consulta anual daí em diante, segundo meu oncologista.
Tudo isso, entretanto, nem sempre basta para afastar o pânico em algumas pessoas como eu. Trata-se de um medo muito comum, que atrapalha a retomada das atividades e causa sofrimento mesmo quando já houve alta. Em geral, a gente fica muito abalado pelas perdas vividas (sociais e até no próprio corpo) e, caso tenha o emocional bem trabalhado, retorna melhor ao dia-a-dia e percebe que sempre há chance de fazer novas escolhas e recomeçar .
O segredo para ter sucesso na retomada é cultivar a paciência. A gente passa a se cuidar mais e a levar uma vida mais saudável. Muitos pacientes admitem que o câncer serviu como um marco, provocando uma reavaliação dos hábitos e dando o pontapé necessário para uma rotina física e psicológica mais equilibrada e eu concordo


(...)

sábado, 25 de julho de 2009

Dias de chuva...



  • Estou sentindo uma certa saudade do sol, da luz refletindo nas folhas e do calorzinho.Não que dias chuvosos não sejam legais,uma vez ou outra,e que precisamos as vezes de uns dias acinzentados.Afinal, assistir filmes, fazer pipoca e chocolate quente é uma delícia, mas nada como ver um céu azul.E isso quer dizer tbm que meu inicio de dieta fracassou, bom, logo vou ter a permissão do meu médico pra poder fazer exercícios.
  • Ando meio preocupada com o crescimento do meu cabelo, terminei a minha última quimio faz 1 mês, e eles estavm começando a voltar quando na semana seguinte começaram a cair todos denovo, ah!Me animaram toda pra depois cairem...!Espero que cresçam logo, não gosto de sentir frio na cabeça.Então pensamento positivo pra esses fiozinhos tomarem vergonha na cara e crescerem de uma vez! (:
  • Aos poucos eu vou voltando a fazer as velhas atividades, mas não sei, as vezes me sinto deslocada.Sei que não sou a mesma pessoa que antes, mas cada vez que eu saio, reencontro amigos,tenho uma sensação diferente.E alguém me disse uma coisa que realmente demonstra o que eu sinto, é mais ou menos assim: "Quando um raio atinge uma árvore, mesmo que ela volte a florescer a marca continuará lá..."
  • Sei que fui bem forte durante todo essa trajetória, mas sei também que mesmo assim certas coisas ainda estão por resolver dentro de mim.Isso vai se resolver com o tempo e com um pouquinho de terapia.No todo, estou bem, dormindo apenas com um remedinho fitoterápico, sem dor de cabeça ou qualquer outra coisa que incomode, só levemente com medinho dessa gripe suína que foi aparecer justamente em Botucatu, e logo quando eu paro de usar máscara, ai ai viu...
  • Um beijo!