sábado, 3 de março de 2012

Acho que se perguntassem o que foi pior em ter tido câncer eu iria dizer que seria o depois...
As pessoas mudam tanto quanto uma célula cancerígena quando descobrem sobre esse tipo de diagnóstico.
Algumas somem, outras aparecem do nada, outras fazem promessas absurdas, te tratam da melhor forma possível,te escutam, falam, ficam com você.
"Ei, prometo nunca mais pedir isso pra você meu bem, você está sofrendo tanto",
"Quando você melhorar a gente vai p/ aquele lugar que a gente sempre quis ir",
"O que você quer fazer hoje?"
"Quer cozinhar comigo?"
E qual seria o propósito de se mudar tanto? Se depois, quando a pessoa está segura tudo volta ao que era antes? As pessoas somem, esquecem as promessas, te tratam como sempre trataram com um ar de "tudo bem, você não vai morrer mais",e a partir dai não te escutam mais.E eu não falo só de amigos, eu digo a família,..aqueles que estão, ou deveriam estar próximos de você.
Só porque eu não tenho mais câncer eu posso ser jogada de lado? Esperando pelo meu próximo momento de risco p/ que eu seja um foco de atenção denovo?

As pessoas esquecem quando não há motivo pra lembrar.

Não seria tão melhor se as pessoas cuidassem um do outro como se realmente fosse o último dia?

Eu não entendo mais esse mundo.

8 comentários:

  1. Olá me chamo Adriana.
    Não tenho certeza, mas acho que encontrei seu blog no site do Oncoguia, resolvi procurar informações porque uma amiga está com cancer terminal, então fui em busca de informações.
    Concordo plenamente com o que escreveu, as pessoas esquecem quando não há motivo pra lembrar. Acrescento nesse caso que a curiosidade passou, então...
    Me sinto orfã de pais vivos, infelizmente nenhum dos dois gostam de mim, não posso dizer pra você que aprendi a conviver cm isso porque não aprendi, mas o que posso afirmar é que vivier um dia após o outro, ameniza a dor, procuro não pensar muito nisso pra não cair numa depressão profunda, então é interessante ocupar a mente com outras coisas, é o que estou aprendendo a fazer, a dor não passa mas ameniza.
    Adriana

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  2. O que você escreveu é tão verdade...eu tenho sentido o mesmo. Será que o erro é nosso?

    Será que pelo facto de termos vivido uma situação dificil vemos e sentimos as coisas de uma outra maneira?

    Um beijo grandes.

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  3. Olá! Parabéns pelo blog. Concordo plenamente com você, sábias palavras. Pensei que isso aconteceu só comigo. Enquanto estamos em tratamento, tudo é permitido. Acho que só por este instante somos percebidos,ouvimos pérolas do tipo:"tadinha, tão nova"; "não aproveitou nada da vida" mas quando percebem que não corremos mais risco de morte tudo volta ao que era antes e acho que volta até pior. Aí percebemos que só nós aprendemos com o sofrimento da doença, só nós enxergamos e nos damos o nosso devido valor além do nosso maravilhoso, poderoso Deus.
    Grande abraço.
    Tatiana

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  4. Oi, li o seu post e fiquei com a impressão de q vc tá precisando de atenção, ou talvez não esteja aceitando q a fase da atenção absoluta para vc passou (graças a Deus vc se recuperou), veja pelo outro angulo hj vc pode dar atenção e retribuir a todas as pesoas que de apoiaram nessa fase dificil q vc passou, agradeça sempre por tudo que vc recebeu, eu penso que não podemos pensar que somos o centro do mundo da vida das pessoas, pq cada uma delas tem problemas e sofrimentos e q no momento q vc precisou garanto pra vc que teve muita gente q deixou os seus problemas de lado e colocou a sua vida em primeiro lugar e nada mais natural que qdo vc consegui superar a sua doença elas voltassem para os seus problemas. Abraço grande dessa pessoa q não te conhece q por hj deixei o meu problema pra dar uma palavrinha pra vc junto com um forte abraço.

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  5. Penso igualzinho ao anônimo acima, tu dedicas o teu dia as pessoas, a tua familia, visita, telefona, faz um bolo, um carinho! Cada um dá o melhor que pode mas infelizmente quase sempre a gente não agrada, porque cada um é diferente, sente diferente.Espero que esteja tudo bem contigo.bj Silvia

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  6. MEUS QUERIDOS,
    Quem me conhece sabe da minha experiência jurídica na área de saúde, e nos últimos tempos, tenho visto inúmeras reportagens sobre a cura do câncer através da substância FOSFOETANOLAMINA.
    Meus avós, tios, e outros parentes próximos sofreram e alguns até morreram por esta doença então meu interesse é legítimo.
    Sim, o tratamento é experimental, e por isso, ainda não tem aprovação da Anvisa ou chancela da ANS. Mas os relatos de resultados são tão surpreendentes que tem feito muitos pacientes procurar o medicamento.
    Nos últimos meses, o assunto tem sido pauta de discussões acirradas no Poder Judiciário e, graças a Deus, a decisão mais recente autoriza o uso das cápsulas, caso tenha indicação médica.
    Claro que existem interesses obscuros nessa comercialização e não se pode deixar de cogitar do prejuízo que a indústria farmacêutica terá com o eventual reconhecimento de cura da doença da substância.
    Imaginem. Despesas mensais por pacientes que alcançam mais de R$ 100.000,00 ao mês. POR PACIENTE!!! Tudo indo por água a baixo, pois o valor de mercado da fosfoetanolamina é de R$ 0,10 por capsula.
    O fato é que os pacientes que estão sofrendo não podem deixar de tentar esta alternativa. Claro, isto se o médico que lhe dá assistência não apresentar nenhuma resistência.
    Por isso, e não só por ser advogada militante nesta área, convoco a todos para lutar pela liberação das cápsulas, judicial ou extrajudicialmente.
    Segue o link para assinar a petição!
    Sem preguiça pessoal!!!!

    http://www.peticaopublica.com.br/psign.aspx?pi=BR85788

    **** Para quem precisa de orientação jurídica, meu perfil no facebook é https://www.facebook.com/natpoletto

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